Em 2025 completamos 10 anos do maior encontro global de Mulheres do Agro, o CNMA, mesmo ano em que o nosso país vai sediar a COP 30 em Belém, no Pará. É tempo de evidenciar o nosso protagonismo em uma agricultura de baixo carbono. Somos pioneiros na transição energética tão necessária para mitigar os efeitos das mudanças climáticas. A COP 30 também será uma oportunidade para o Brasil reafirmar seu papel de liderança nas negociações climáticas e promover soluções sustentáveis que integrem desenvolvimento econômico e preservação ambiental. E a atuação feminina pode ser encontrada em todas as direções e lugares.
A mulher possui um olhar 360° para a produção de alimentos no Brasil. A presença feminina no setor traz atenção aos detalhes e coloca a atividade no caminho que ele mais precisa seguir: o da sustentabilidade. Não somente nas práticas do campo, mas também na gestão das fazendas e na preocupação com as pessoas, as mulheres são empáticas, comunicativas e agregadoras. Seremos a parte crucial da segurança alimentar no futuro.
É muito realizador enxergar a minha caminhada como jornalista e perceber que os meus passos me levaram à direção de um propósito maior do que eu jamais sonhei: ser a voz amplificada de mulheres em um segmento que, previamente, era liderado somente por homens. O Congresso Nacional das Mulheres do Agro me trouxe isso e, desde 2020, sigo evoluindo como profissional e pessoa em uma metamorfose ascendente e irreversível. “Quando cria asas, a borboleta jamais volta a rastejar”.
Somos muitas, estamos unidas e somos fortes. Verdadeiros amplificadores de potência umas das outras. Como mães, filhas, irmãs, tias, colegas de trabalho, amigas, líderes ou lideradas, produtoras ou comerciantes, empreendedoras e criativas. Estamos envolvidas com o que nos mantém vivas, aquilo que é essencial para a humanidade: a produção dos alimentos. É uma honra comunicar isso.
Que privilégio. Se tudo é uma questão de tempo, esta é a hora certa!